Produção textual a partir de excerto de livro clássico – Sesi 426 – Prof. Délio

ilha Texto desenvolvido a partir de excerto de livro clássico, pela aluna Mayara C. Souza n. 26 da 8a. série B (Período Matutino), com orientação de produção do Prof. Délio (Periquito Loves).A. O. P.: (Ramos, Graciliano. Vidas Secas, p.24) – “Coçou o queixo cabeludo, parou, reacendeu o cigarro. Não provavelmente não seria homem: seria aquilo mesmo a vida inteira, cabra governado pelos brancos, quase um rês na fazenda alheia. Mas depois, Fabiano tinha certeza de que não se acabaria tão cedo. Passara dias sem comer, apertando o cinturão, encolhendo o estômago. Viveria muitos anos, viveria um século. Mas se morresse de fome ou nas pontas de um tesouro, deixaria filhos robustos, que gerariam outros filhos. (…)”

O tesouro

          Era um dia 27 de setembro de 1995, eu secretário do Doutor Fernando Oliveira. Estou de viagem marcada para Tóquio, estamos para fechar um grande negócio, no qual fabricaremos um modelo de carvão ecológico. Estou muito confiante, pois poderá trazer muito dinheiro para a nossa empresa, a Mundio empreendimentos. Passam-se as horas, agora estamos no avião. Estou lendo um livro, até que…de reprente “O que é isso?” “O que está acontendo?” O avião estava caindo…

          Numa piscar de olhos, a aeromoça nos dá um paraquedas e temos de pular do avião. Agora…Estou prestes a pular…e…Lá fui eu! Olhando para os lados, vejo meus companheiros se distanciando de mim. Eles, diferentemente de mim, estão indo em direção ao mar e eu…para uma ilha!!!  Quando chego à ilha de tão cansado, logo adormeço. Sonhei que voltara a minha casa. Entretanto, acordo e vejo que tudo não passara de um sonho. Meu Deus, isso não podia ter acontecido. Logo comigo…entro rapidamente em desespero. Começo  gritar, mas de que adianta?! Aparentemente estou totalmente só…numa ilha deserta.

          Dei uma olhada ao meu redor, depois olhei para a água e o que vejo…uma garrafa a flutuar! Pego a garrafa, com algum esforço e que vejo em seu interior: um papel já amarelado. Abro a garrafa. No papel havia algo escrito: uma mensagem. Não! dizia “mapa do tesouro”. A princípio achei graça. Mas não custava entrar na brincadeira, pois nada tinha a prder mesmo. As instruçoes do mapa eram: primeiro, dar 150 passos a leste; depois 50 a oeste e 10 passos para o leste. Após cumprir os comandos do mapa, encontrei um grande “X”, numa pedra, sabia que deveria cavar embaixo dela. Cavei feito um cachorrinho. Lá encontrei uma arca, fechada apenas por um antigo cadeado o qual cedeu ao primeiro esforço. Não acreditei no que vi no interior da arca: um pequeno tesouro. Vários colares de pérolas, pulseiras, anéis e muitas, muitas moedas de ouro.

          Aquela descoberta me fizera delirar! Quanto valia tudo aquilo? Olhei para os lados assustado de que alguém me vigiasse, mas nada. Era a única  vantagem de estar naquela ilha deserta. Arrastei então a pesada arca o quanto pude. Desfaleci. Ao abrir meus olhos com dificuldade, vi-me diante de um homem muito pobre. Percebi que ele não sabia o conteúdo da arca, pois ela estava fechada e eu dormira por cima dela. Pedi ao mendigo para me ajudar e ele bondosamente me atendeu. Chegamos depois de longa caminhada à casa daquele pobre homem. O homem se ferira ao transportar, nos ombros a pesada arca.

          Na casa do mendigo, um retrato de pura miséria. Os sete filhos procuravam por algo para o jantar. A sua mulher com desenhos da vida sofrida em seu rosto, convidou-me a sentar no chão da areia e disse-me que logo traria algo para eu comer. Um dos meninos trouxe-me água de coco. Passei a noite com aquela pobre, mas unida família. Diviram o pouco que tinham comigo. A pobreza daquelas pessoas me comovera. Saí de madrugada, sem que percebessem, deixando-lhes a arca que encontrara. Quando observava a casa de longe, uma mão tocou meus ombros. Era o mendigo dizendo que não aceitaria o meu presente. Disse-lhe que eu tinha um bom emprego e que a arca não me faria falta. Ele sem jeito, tirou do bolso uma das mais valiosas moedas da arca, dizendo que tinha lido em meus olhos que eu era um bom homem. E já que o tesouro era dele, ficaria honrado se eu aceitasse pelo menos uma moeda de ouro. Peguei sem jeito aquela moeda e voltei para casa. Tomei um táxi e já indo para casa, pois tudo não passara de um sonho, imaginei a felicidade daquelas crianças hoje não só pelo dinheiro, pois eles já tinham um tesouro antes de eu os encontrar. A união da famíla. Quanto aos meus companheiros, até hoje aguardo notícias deles.

 

  04/09/2010 19:56 – publicado por Periquitoloves ou Prof. Délio   [
Atividade da 8a. série “B“(aluna: Mayara C. Souza, n.26 ): Envolvendo produção textual a partir de excerto extraído de obra clássica.A.O.P. (Fonte): Ramos, Graciliano. Vidas Secas (p.24) – Excerto: “Coçou o queixo cabeludo, parou, reacendeu o cigarro. Não provavelmente não seria homem: seria aquilo mesmo a vida inteira, cabra, governado pelos brancos, quase um rês na fazenda alheia. Mas depois, Fabiano tinha certeza de que não acabaria tão cedo. Passara dias sem comer, apertando o cinturão, encolhendo o estômago. Viveria muitos anos, viveria um século. Mas se morresse de fome ou nas pontas de um tesouro, deixaria filhos robustos, que gerariam outros filhos.

O tesouro

Era um dia 27 de setembro de 1995 e eu era secretário do Doutor Fernado Oliveira. Estou de viagem marcada para Tóquio, estamos para fechar um grande negócio, no qual estamos para fabricar um modelo ecológico de carvão. Estou muito confiante, pois poderá me trazer muito dinheiro à nossa empresa MUNDIO empreendimentos. Passam-se as horas, agora estamos no avião. Estou lendo um livro até que de repente: “O que é isso?” “O que está acontecendo?” O avião está caindo.

Rapidamente a aeromoça nos dá um paraquedas, temos de pular do avião. Estou prestes a pular e lá fui eu! Quando olho para os lados, vejo meus companheiros se distanciando de mim. Eles estão indo em direção ao mar. Quanto a mim estou indo em direção a uma ilha. quando cheguei à ilha, de tão cansado adormeci. Sonhei então, que tinha voltado à minha casa. Mas logo acordo e vejo que era apenas um sonho. Isso não podia ter acontecido.  Logo entro em desespero. Começo a gritar, mas nada adianta. dei uma rápida olhada para a água e vejo uma garrafa flutuando. Pego a garrafa e vejo que no seu interior há um papel, que estava escrito: “mapa do tesouro”; a princípio achei graça, mas resolvi entrar na brincadeira. Afinal, não tinha nada a perder mesmo. A primeira instrução era dar 150 passos de onde eu estava para o leste. A segunda era dar 50 passos para o oeste e a terceira era dar 10 passos novamente para o leste, onde eu encontraria um “X” numa pedra, sendo que embaixo dela deveria cavar um buraco. Comecei a cavar feito um cachorrinho, lá, quem diria, encontrei uma arca. Um cadeado prendia seu conteúdo, forcei-o. O cadeado, por ser muito antigo, não me ofereceu resistência. No interior da arca, não pude acreditar: colares de pérolas,  pulseiras, anéis e muitas, muitas moedas de ouro. Fiquei em choque por instantes, não acreditando no que via. Olhei para os lados, para ver se ninguém me observava. Como estava numa ilha, aparentemente deserta saí arrastando a arca em busca de alguém. Faria até osacrifício de dar metade daquilo que encontrara ao primeiro que me encontrasse.

Depois de algum tempo procurando e após muito esforço, surgiu um mendigo em minha frente, pedi que me ajudasse, o que ele aceitou rapidamente (como era de se esperar de qualquer pessoa). Caminhamos por muito tempo, chegando à casa daquele ser miserável. Lá nos aguardavam os sete filhos do homem  e sua mulher. Nunca havia visto gente tão pobre. Dividiam restos de alimentos e os esquentavam em latinhas velhas. Fiquei triste com aquele quadro medonho. Agradeci mentalmente o que eu tinha na vida. Saí de lá sem ser percebido e é claro deixei a arca para quem realmente merecia. O homem correu atrá de mim para me lembrar do tesouro que eu esquecera. Disse-lhe que não me pertencia e que eles ficassem com tudo. O homem relutou em aceitar, mas sabendo da sua própria situação decidiu ficar com a arca. Mesmo assim, o homem fez questão de que eu ficasse com uma moeda de ouro muito valiosa. Assim, o tempo passou e voltei para casa. Peguei um táxi e durante o caminho prometi a mim mesmo nunca mais lembrar daquela incrível e no final, triste aventura. Quanto aos meus companheiros de sonho… jamais soube o destino que tiveram.

  04/09/2010 18:29 – publicado por Periquitoloves ou Prof. Délio   [

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