Trovadorismo – Escola Amadeu Odorico de Souza – prof. Délio

Escola Estadual “Amadeu Odorico de Souza”
Atividade de Língua Portuguesa e Literatura Prof. Délio (Periquito) 4º Bimestre de 2012
Nome do Aluno: No Data: Nota atribuída

Objetivo da atividade: Desenvolver a habilidade de leitura, comparar, relacionar, inferir informações explícitas e implícitas nos textos literários e não literários, bem com reconhecer estilos e Escolas Literárias, bem como escrever com coesão e coerência à luz do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. *1.Fonte: Caderno do Aluno de Língua Portuguesa – Linguagens, códigos e suas tecnologias (ensino Médio – 1ª Série Volume 4)

Uma Vela para Dario

Dalton Trevisan
Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.
Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.
Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Um grupo o arrastou para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protestou o motorista: quem pagaria a corrida? Concordaram chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede – não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informou da farmácia na outra rua. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito pesado. Foi largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delicias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis, retirados – com vários objetos – de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade; sinal de nascença. O endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se correria de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupavam toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu a multidão. Várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo — os bolsos vazios. Restava a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio quando vivo – só podia destacar umedecida com sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu — Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto. (Excerto da obra)

Questões sobre o texto 01:

01. A falta de sensibilidade às vezes presente no meio urbano se expressa no texto por: (1,0)

A(  ) A gente começou a se dispersar.

B(  ) Dario levara duas horas para morrer;

C(  ) Protestou o motorista: quem pagaria a corrida?

D(  ) O guarda aproximou-se do cadáver e não pode identificá-lo.

02.Para os críticos, Dalton Trevisan apresenta em seus textos concisos as feridas humanas e entranhas da vida de forma cruel, mergulhando seus pudores nas misérias da alma humana. Dessa forma seus personagens se compõem pelas ruínas do afeto e da moralidade. No texto, a visão dos críticos pode ser reforçada em                                                                                             (1,0)

A(  ) Ficou decidido que o caso era com o rabecão;

B( ) A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo;

C( ) Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem;

D( ) Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente.

03.O autor faz a análise de várias personagens no conto “Uma vela para Dario” apenas para                                                                                            (1,0)

A( ) informar o casamento de uma das personagens do texto;

B( ) relatar a morte do protagonista do texto;

C( ) narrar o batismo da principal personagem do texto;

D( ) relatar a morte do antagonista do texto;

04.As pessoas demoraram muito para socorrer Dario e evitar sua morte, isso se observa em                                                                                           (1,0)

A( ) Dario ficou torto como o deixaram;

B( ) Dario levara duas horas para morrer;

C(  )Alguém informou da farmácia na outra rua;

D(  ) A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo.

05.Texto 2

 

“No mundo nom me sei parelha,
 mentre me for’ como me vai, 
ca ja moiro por vos – e ai 
mia senhor branca e vermelha, 
queredes que vos retraia 
quando vos eu vi em saia! 
Mao dia que me levantei, que vos enton nom vi fea! “

O gênero textual em questão trata-se de                                                                            (1,0)

A(  ) uma Cantiga de Escárnio do Romantismo;

B(  ) uma Cantiga de Maldizer do modernismo;

C(  ) uma Cantiga de Amigo do Realismo;

D(  ) uma Cantiga de Amor do Trovadorismo;

06.No texto anterior fica evidenciado que o “eu-lírico” (quem sofre) é                             (1,0)

A(  ) masculino;     B(  ) feminino;    C(  ) incerto;    D(  ) elementos da natureza.

07.”É uma forma narrativa, em prosa, caracterizada pela concisão e, consequentemente, pela extensão menor. Objetiva, de modo geral, provocar no leitor uma unidade de efeito, ou seja, conseguir, com o mínimo de meios, o máximo de efeitos. Por isso, esse texto se concentra em um único foco de interesse, ao contrário do romance, que possui muitos focos.               (1,0)

A definição anterior diz respeito ao gênero

A(  ) tragédia;      B(  ) Carta;        C(  ) Conto;       D(  ) Crônica.

08.Texto 3 (Fragmento):

Asa branca

“Quando olhei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do Céu, ai

Por que tamanha judiação?

Que braseiro, que fornalha

Nenhum pé de plantação

Por falta d’água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão”  

(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

O trecho apresenta uma temática, que evidencia um problema enfrentado pelo sertanejo (1,0)

A(  ) a falta de cavalos;  B(  ) a falta de crença; C(  ) a escassez de água; D(  ) a falta de luz.

09.Reescreva o texto destacado, tornando-o correto, conforme o novo acordo ortográfico da língua portuguesa e de acordo com a literatura. “Zéroela da Selva escreveu em sua prova que todos as Cantigas eram escritos por mulheres por causa elas eram do povo. Afirmou também que Dom Dinis escreveu o primeiro texto literário português conhecido como Cantiga da Prainha. Segundo Zéroela, no Teocentrismo o homem era o centro do universo e esta idéia ninguem apagara de sua mente.”                                                (2,0)

 

 

 

Preste muita atenção e bom trabalho! Prof. Délio

 

 

Menestrel no Trovadorismo

Menestrel no Trovadorismo

 

2 thoughts on “Trovadorismo – Escola Amadeu Odorico de Souza – prof. Délio

    • Thanks for the information. I’m glad to share subjects with people. If you wish share any kind of issue, mainly international literature send to me I will receive that with great pleasure and satisfaction.
      Délio (or Periquito Loves)

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