Academia de pessoas imortais, só para nós

Delio's mother - Geni.

Academia de pessoas imortais, só para nós

De repente sinto-me em débito por não escrever sobre alguém que sempre esteve comigo. Essa pessoa foi minha enfermeira, minha psicóloga, conselheira, professora, pai e durante todo esse tempo em minha vida, ela ainda encontrou tempo para ser minha MÃE. Falo aqui dela com todo o orgulho com o qual um filho possa ter de uma mãe, sendo que às vezes podia tê-lo feito com palavras e na sua frente, mas calei-me, talvez por não ter tanta sensibilidade, pois ela nos ensinou a sermos fortes, diante de qualquer situação e, isso entre nós, seus filhos, ainda hoje é lei.

Diferentemente de uma leoa que, ao perceber que o filhote irá fracassar no futuro o abandona, ela senhora do clã, nunca nos virou as costas. Pelo contrário, às vezes “caçava” por ela e também por nós. Perdi meu pai aos dez anos de idade, mas minha mãe jamais deixou que faltasse a presença de alguém na família, nos ensinando que isso acontecia em todas as famílias e que por esse motivo, deveríamos ser mais fortes ainda, assim nossa autonomia nos foi cobrada antes do tempo de outras crianças ou adolescentes. A imagem que sempre levarei dela, será de seu uniforme branco de auxiliar de enfermagem, que nos trouxe sustento por anos, sendo que por muito tempo trabalhou em três empregos, o que nos tornou responsáveis pela casa, enquanto ela estava fora, cuidando da “caça”.

A metamorfose se impôs também a ela. De rosa passou a rocha, mas uma rocha bonita que sempre quando tocada exalava perfume de amor, de carinho, claro que à sua maneira. Ela sabia que não podia demonstrar fraqueza, porque poderia perder o clã. Éramos todos importantes para ela, um em cada medida. Os mais velhos (minha irmã Darcy e irmão Dirceu foram encarregados do poder de polícia e ordem da casa, eu e meu irmão mais novo Zacarias, durante algum tempo ficamos só com o “lazer” e o estudo, quadro que com o passar do tempo também mudaria, pois com a idade caíram as primeiras folhas da responsabilidade.

O que faço aqui não é uma homenagem à minha mãe, pois todas as mães, dentro de seus históricos de vida também deveriam ser lembradas e sem restrição: veneradas. Minha proposta aqui, que também não é falar acerca de mágoas é registrar o quanto sou grato à minha mãe pelo incentivo e apoio que ela sempre me deu (mesmo quando eu quis desistir da faculdade de letras, por entender que eu não superaria os obstáculos que vinham surgindo), ela se impôs e me mostrou que, se cedesse àquela “derrota”, isso aconteceria sempre. Superei-me e graças a ela hoje não tenho medo de enfrentar obstáculos, quero superá-los; se não posso nunca desisto da empreitada. Errei sim, mas em demorar a escrever a relevância dela em minha vida: Mãe (Genira, Pokã e outros apelidos que lhe dei), não importam os nomes, mas fica aqui este espaço virtual e material, dentro do meu coração, que sempre será só seu, inalienável, intransferível, pois mãe, como dizem, a gente só tem uma, embora nesse quesito da vida eu tive mais sorte do que os outros, ou seja, tive MIL e, todas moram dentro de uma única pessoa. Obrigado mãe, “não por existir”, mas por ser tão importante, mesmo que existisse “só para mim!!!”. Linhas sinceras ainda que tardias, dedicadas à GENI PEREIRA DE CAMPOS LOPES ou simplesmente: MINHA MÃE.

Delius images from cell 2011 046

Beijo de seu filho, DÉLIO PEREIRA LOPES!!!

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